Quais são os principais acontecimentos de hoje?

Na agenda europeia, pouca coisa de destaque, com apenas dados discretos de confiança suíça e produção industrial italiana.

Nos EUA, aparecem o relatório de emprego no Canadá e o Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan, com expectativas de vagas, desemprego e leitura da inflação.

A previsão aponta criação de cerca de 5 mil vagas em setembro, em comparação com -65,5 mil em agosto, e a taxa de desemprego deve subir para 7,2% ante 7,1%.

Este relatório não deve mudar significativamente o BoC, a menos que ocorram desvios expressivos das expectativas. Na última reunião, o Banco do Canadá cortou a taxa em 25 pontos-base, levando-a a 2,5%, próximo do piso do intervalo neutro estimado (2,25%-3,25%). Por isso, o mercado já precifica mais um corte antes do fim do ciclo de afrouxo.

Comentários dos representantes do BoC: o presidente Rogers afirmou que não há intenção de alterar a taxa e o governador Macklem disse que encarará o balanço de riscos em outubro. O próximo anúncio de política ocorre em 29 de outubro, com a possibilidade de revisar o relatório de inflação antes da decisão. Atualmente, há expectativa de mais 25 pontos-base de cortes até dezembro, além de uma probabilidade de 63% de que o último corte ocorra já em outubro.

O relatório de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan é estimado em 54,2, frente a 55,1. O índice despencou no início do ano por conta das tarifas da administração Trump e, após uma breve recuperação, recuou novamente. Parece que as pressões sobre preços pesam sobre o humor do consumidor, explicando parte da queda em 2021, apesar das condições econômicas favoráveis. As expectativas de inflação permanecem elevadas, ainda que abaixo do pico de abril.

Oradores do setor financeiro: 07:40 GMT/03:40 ET — Escriva, do BCE (neutra, votante); 13:45 GMT/09:45 ET — Goolsbee, do Fed (neutra, votante); 17:00 GMT/13:00 ET — Musalem, do Fed (mais duro, votante).