A equipe de commodities da TD Securities destacou que a prata já registrou uma queda acentuada desde o início do conflito geopolítico e pode enfrentar novas baixas caso a inflação desacelere o crescimento econômico e eleve os custos de carry. Os analistas alertam que uma demanda industrial mais fraca e taxas de juros elevadas podem erodir o déficit projetado, embora uma recuperação seja esperada para o final do ano, assim que o choque do petróleo dissipar e as restrições estruturais de oferta voltarem a prevalecer.
Metal industrial enfrenta ventos contrários cíclicos
“Com isso, as expectativas de inflação quase certamente subiriam ainda mais, e os mercados voltariam a se preocupar cada vez mais com a estagflação e juros mais altos ao longo de toda a curva de rendimentos (yield curve). Essas preocupações já pesaram fortemente sobre os metais preciosos e básicos. O ouro caiu cerca de $700/oz desde o início do conflito (–13%), a prata recuou $21/oz (–22%), enquanto o cobre permaneceu estável, apesar de um profundo déficit de mercado”, afirma a instituição.
A análise aponta que a prata tende a sofrer uma queda brusca se a inflação causar uma desaceleração econômica, aumentando o cost of carry. Uma economia enfraquecida reduziria a demanda industrial, enquanto juros mais altos corroeriam o interesse dos investidores pelo ativo.
“Juntas, essas forças poderiam eliminar nosso déficit atualmente projetado e mover o mercado em direção ao equilíbrio, sugerindo que os preços podem gravitar para mais perto do custo marginal de produção. No entanto, uma vez passado o choque do petróleo, uma oferta estruturalmente fraca sugere que uma recuperação na demanda industrial e de investimento pode ampliar materialmente os déficits e impulsionar os preços para cima no final do ano”, conclui a TD Securities.


