O PMI de Serviços da S&P Global para os EUA em março apontou uma desaceleração significativa da atividade no setor, levando a área de expansão a permanecer ausente pela primeira vez desde janeiro de 2023, influenciada pela inflação elevada e pelo aumento dos custos de energia.
O índice caiu de 51,7 em fevereiro para 49,8, conforme a S&P, caracterizando a leitura mais baixa em mais de três anos e indicando uma contração marginal da atividade econômica.
Subidas nos preços de insumos, impulsionadas pelo choque energético, pesam sobre o setor de serviços, com dados de preços apontando inflação de custo acima da média e preços em alta, alcançando o maior patamar de 2026 até o momento.
Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, afirmou que o setor de serviços recuou pela primeira vez desde janeiro de 2023, puxando a economia a uma taxa de crescimento anualizada próxima de zero em março. Os serviços voltados ao consumidor foram os mais impactados, e a queda de março ficou entre as mais acentuadas já registradas desde o início das séries em 2009.
A deterioração do ritmo de crescimento reflete uma retração nos gastos, associada à menor acessibilidade de bens e serviços, enquanto custos e preços de venda continuam subindo em março, acompanhando o aumento dos preços da energia.
Repercussões no mercado após dados de payroll não agrícolas
O dólar permaneceu estável após uma leve alta provocada pelo relatório de payrolls, com o índice do dólar (DXY) operando com ganhos modestos acima de 100,00.
Entre as principais moedas, houve variações moderadas, com o dólar mostrando resiliência frente a pares como EUR, GBP, JPY, CAD, entre outros, em meio a expectativas sobre política monetária e cenários inflacionários.