A China está investindo pesado em manufatura e tecnologia.
Essa é a leitura dos trechos do plano quinquenal para 2026–2030 que foram adiantados durante as reuniões da semana passada. Embora alguns venham defendendo maior foco no consumo, esse tema não ficou no topo da lista de prioridades, numa decisão que tende a impactar potências ocidentais.
O WSJ cita Lingling Wei ao descrever o caminho a seguir:
De acordo com o comunicado divulgado após o Quarto Plenário do Partido, as principais tarefas do plano são ampliar o papel da China como uma potência de manufatura e promover a “autossuficiência científico-tecnológica”—um esforço que pode ser resumido na ideia de desenvolver “novas forças produtivas de qualidade”.
Há, porém, esperanças de um reequilíbrio que permitiria reduzir parte da capacidade industrial em troca de acesso mais fácil a mercados estrangeiros; porém, Pequim parece ter abandonado tais esperanças, ou ter considerado irrealistas. O que se vê é a intenção de manter a China competindo por participação de mercado no restante do mundo.
Lingling Wei descreve a visão de uma “fonte governamental” com os seguintes pontos:
- O centro de poder em Pequim está sacrificando o padrão de vida da população para investir de cabeça na corrida tecnológica contra os EUA;
- A longa campanha de limpeza política que abalou a liderança continua, sugerindo que a luta anticorrupção permanece uma ferramenta útil para afastar burocratas que não seguem os planos do escalão superior;
- “O Número Um” continua sólido como uma rocha. Tradução: o poder e a posição de Xi são inabaláveis.
O fosso político tende a se ampliar.