Nomura: China deve abandonar meta de crescimento específica no 15º Plano Quinquenal

Resumo executivo: Espera-se que Pequim não fixe uma meta de crescimento específica no 15º Plano Quinquenal (2026–2030), priorizando temas como resiliência econômica, segurança nacional e inclusão social.

Essa mudança ocorre em meio à crescente influência global da China e aos desafios domésticos, especialmente o ajuste do mercado imobiliário.

Contexto e cronograma

O Comitê Central do Partido Comunista da China se reúne em Pequim entre 20 e 23 de outubro para discutir o plano, que delineia o quadro de desenvolvimento econômico e social de médio prazo. A versão final deve ser apresentada ao Congresso Nacional do Povo para aprovação em março de 2026.

Perspectivas estratégicas

Segundo a Nomura, o próximo plano pode ter importância estratégica maior do que o 14º Plano Quinquenal (2021–2025), refletindo o papel ampliado da China no cenário global e os reflexos da desaceleração do mercado imobiliário que começou em 2021.

Embora o 14º plano tenha alcançado vários objetivos de política, ainda há espaço para melhorias enquanto Pequim busca adaptar o modelo econômico a um crescimento mais lento, alterações demográficas e reformas estruturais.

Implicações de política

A visão da Nomura sugere uma mudança de ênfase de crescimento quantitativo para estabilidade qualitativa, com apoio contínuo a setores estratégicos, mas menos estímulos de curto prazo voltados à expansão.

O plano enfatiza resiliência, segurança e inclusão como guias centrais, mantendo o suporte a setores-chave enquanto procura evitar dependência de medidas que alimentem apenas o crescimento imediato.