O estrategista sênior de macroeconomia da Rabobank, Bas van Geffen, aponta que o controle do Irã sobre o Estreito de Hormuz e as tensões regionais mantêm riscos elevados para o petróleo e para os mercados de energia.
Mesmo sem nova escalada, interrupções prolongadas podem comprometer cadeias de suprimento de energia e afetar economias ao redor do mundo. A recuperação recente dos preços, após momentos de baixa, sinaliza cautela renovada entre investidores e traders.
Riscos de Hormuz e desdobramentos no mercado de energia
Apesar de sinais de desescalada e de uma possível resolução pacífica, o Irã continua com ataques de mísseis a alvos em Israel — e Israel prossegue com sua campanha militar. Vários membros do Conselho de Cooperação do Golfo indicaram disposição para atuar em conjunto contra o Irã.
O fechamento do Estreito de Hormuz afeta as exportações de energia, levando as nações do GCC a considerar mecanismos para reabri-lo. Ainda assim, ataques retaliatórios do Irã contra países vizinhos — e ameaças de novas ações — podem ter mexido com diferentes sensibilidades regionais.
Mesmo sem uma escalada ampla, o Irã mantém controle total do estreito. Enquanto o regime puder executar ataques pontuais, navegar pelo Estreito continuará sendo uma operação extremamente arriscada.
Quanto mais durar o impasse, maior o dano às cadeias de suprimento de energia e às economias. Por isso, parte do otimismo já se dissipou pela manhã; os preços da energia recuaram e investidores permanecem mais cautelosos do que após mensagens públicas recentes de autoridades.