Petróleo Dispara Após Novas Explosões no Sul do Irã

O preço do petróleo atingiu seu pico da sessão de forma vertiginosa, com o West Texas Intermediate (WTI) sendo cotado abaixo de US$ 87,50 durante a tarde antes de ganhar mais de um dólar em três barras consecutivas de cinco minutos, chegando perto de US$ 89,00. Desde então, cedeu mais de meio dólar, negociando ligeiramente acima de US$ 88,00, com o Brent acompanhando o movimento, próximo a US$ 93,50.

Uma campanha precificada antes de ser confirmada

O Comando Central confirmou que forças americanas iniciaram ataques a alvos da Guarda Revolucionária Islâmica às 16:00 GMT, citando recentes tentativas de ataques à navegação comercial no Estreito de Hormuz e a pessoal americano na região. O mercado já havia precificado o movimento cerca de dez minutos após o início dos ataques, com base nos primeiros relatos da imprensa.

Relatos de três oficiais americanos indicavam que o presidente avaliava um plano do Comando Central para ataques limitados dentro do estreito, a fim de impedir o Irã de reconstruir a capacidade de radar e mísseis utilizada para ameaçar a navegação. Uma campanha com objetivo declarado e sem data de término anunciada precifica de forma muito diferente de uma retaliação noturna, o que explica a precificação repentina em vez de um movimento gradual.

O aumento está no mapa, não na tonelagem

A ação de domingo foram dois lançadores de foguetes na Ilha Larak, descritos na época como limitados e precisos. O que chegou na terça-feira abrange o litoral sul, com alvos reportados em Bandar Abbas, Minab, Qeshm e Sirik dentro do estreito, e em Jask, Konarak e Chabahar além dele.

Essa geografia representa a escalada. Jask é o terminal do Irã no Golfo de Omã, o fim de um oleoduto construído para que barris pudessem sair do país sem passar pelo Estreito de Hormuz. Chabahar é o único porto marítimo iraniano fora do Golfo Pérsico e a alternativa ao bloqueio naval desde abril. Atacar o desvio, juntamente com os ataques ao gargalo, afeta a capacidade de exportação em vez da capacidade de trânsito, o que significa a diferença entre barris atrasados e barris perdidos.

A parte delicada para quem acompanha o movimento é o objetivo declarado. O plano existe para tornar o estreito transitável, então uma versão que funcione resultaria em mais barris sendo movimentados, não menos. Teerã já formulou sua própria resposta, com o presidente do parlamento do país alertando esta semana que, se o Irã for impedido de exportar pelo Golfo Pérsico, nenhum outro produtor exportará.

Ainda não há avaliação de danos e nada nos relatórios confirma a remoção de barris, então o que está sendo comprado aqui é uma direção de movimento. Isso tem sido valioso desde domingo, e a reversão a partir das máximas é o mercado marcando a diferença entre uma intenção e uma escassez.

Níveis a serem observados

Resistência: O pico da sessão, pouco abaixo de US$ 89,00, limita o movimento, e o número redondo acima dele é a primeira barreira a ser superada em caso de continuação. Além disso, o pico do final de julho, acima de US$ 92,00, é a próxima marca real no gráfico, com o equivalente do Brent próximo a US$ 96,00.

Suporte: O teto de agosto recuperado, pouco abaixo de US$ 87,50, é o nível que um rompimento genuíno precisa defender no reteste, com a mínima da sessão, pouco acima de US$ 85,00, abaixo dele. Mais atrás, a Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, perto de US$ 82,00, sustenta todo o avanço de agosto.

Viés: Altista enquanto US$ 87,50 se mantiver no recuo, com o pico do final de julho acima de US$ 92,00 como objetivo. O Índice de Força Relativa Estocástico (Stoch RSI) de 5 minutos, perto de 95, está recuando do pico e o mercado já cedeu mais de meio dólar, então o reteste vem primeiro. A leitura diária, perto de 73, ainda tem espaço acima. Invalidação com um fechamento diário abaixo de US$ 87,00.