Visão geral: A análise da ING, com Warren Patterson e Ewa Manthey, aponta que os preços do petróleo recuam, enquanto o mercado precifica uma possível extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã e novas negociações para encerrar o conflito, mesmo com o aperto de oferta física devido às interrupções nos fluxos pelo Estreito de Hormuz.
Mercado físico vs. futuros
O mercado não para de recuar enquanto existem esperanças de que EUA e Irã estendam o cessar-fogo por mais duas semanas e haja um impulso nas negociações de paz. No entanto, o mercado físico aperta a cada dia sem a retomada dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Hormuz.
Considerando desvios de oleodutos e o fluxo esparso de navios pelo Estreito de Hormuz, estima-se que aproximadamente 13 milhões de bpd foram interrompidos. A extensão do constrangimento, com o bloqueio dos EUA, pode elevar esse número.
A divergência entre mercados de futuros e físico está evidente: o Brent de referência negociava por volta de US$117 por barril, enquanto o Brent com vencimento na frente fechou pouco abaixo de US$95 por barril ontem. O principal risco de alta é se as negociações de paz entre EUA e Irã falharem.
À medida que compradores passam a buscar petróleo produzido nos EUA, o mercado doméstico tende a ficar mais apertado enquanto as interrupções no Oriente Médio persistem, o que pode provocar uma resposta de oferta dos produtores americanos. A atividade de perfuração doméstica tem mostrado pouca mudança desde o início do conflito.
A ausência de grande mudança na produção doméstica coincide com as previsões da EIA; se houver aumento na atividade de perfuração, o impacto na produção pode se tornar mais perceptível em 2027.
Fonte: ING