Óleo: Tensões físicas e choques de oferta reconfiguram preços – BNY

Tensão física impulsiona a dissonância do Brent

O chefe de Macro Estratégia de Mercados da BNY aponta dissonância extrema nos mercados de petróleo: Forties Blend do Mar do Norte próximo de US$ 147 por barril e Dated Brent bem acima dos contratos futuros, com o Irã mantendo o controle do Estreito de Hormuz e reduzindo fluxos a apenas uma fração do normal. Isso eleva temores de escassez prolongada, especialmente na Ásia, mantendo o Brent, o WTI e o óleo omaniano apoiados.

Stress físico impulsiona a dissonância do Brent

Mercados globais de petróleo vivenciaram aperto físico agudo, com Forties Blend disparando para perto de US$ 147 o barril, enquanto o Dated Brent subiu 7% para US$ 131,96, muito acima dos US$ 97,20 de Brent negociado no mercado à vista, refletindo uma disjunção severa entre os mercados físico e de papel. O problema vem do Irã manter o controle do Estreito de Hormuz, onde fluxos caíram a apenas 8% dos níveis normais, restringindo uma rota que normalmente responde por cerca de 20% da oferta global.

Dois pontos de esperança para as discussões neste fim de semana no Paquistão são resolver as questões de trânsito no Estreito de Hormuz e estender o cessar-fogo na região. O plano de cobrança de tarifa que Iran sugeriu será um ponto-chave. Nas últimas 24 horas, nove navios conseguiram atravessar o Estreito, mas o tráfego continua restrito.

O estresse de mercado ficou evidente conforme os contratos de Brent para diferença excederam US$ 30, ultrapassando limites de negociação e interrompendo operações. Novos choques de oferta vieram da Arábia Saudita, com queda de 600 mil b/d na capacidade de produção e interrupções em oleodutos cortando mais 700 mil b/d, agravando temores de déficits sustentados, especialmente na Ásia.

Deficiências energéticas agudas estão impulsionando a precificação de entregas físicas do Brent no Mar do Norte, mesmo com as cotações de futuros do WTI recuando cerca de 10% na semana.