Ewa Manthey e Warren Patterson, estrategistas da ING, destacam que o ouro estendeu os ganhos acima de US$ 4.600, recuperando-se de uma sequência de nove dias de queda. O suporte veio de sinais diplomáticos envolvendo o Irã e o Estreito de Hormuz, da queda nos preços do petróleo e de um dólar mais fraco, enquanto alertam que as expectativas sobre a política do Fed, questões geopolíticas e eventuais vendas de ouro por bancos centrais continuarão a orientar o movimento.
Expectativas do Fed e Geopolítica são cruciais
O ouro ampliou seus ganhos pela segunda sessão, operando acima de US$ 4.600 por onça na abertura, após pôr fim a nove dias de queda. O suporte veio de declarações do presidente dos EUA sugerindo que o Irã teria oferecido um gesto de boa vontade relacionado aos fluxos de energia pelo Estreito de Hormuz, juntamente a sinais diplomáticos da China incentivando negociações. A queda nos preços do petróleo e a perspectiva de um dólar mais fraco também contribuíram para o impulso.
No curto prazo, o ouro permanece muito sensível às expectativas sobre a política do Fed, às oscilações cambiais e aos desdobramentos geopolíticos. Os riscos permanecem elevados à medida que o Irã controla o Estreito de Hormuz e Israel intensifica operações contra ativos iranianos. As tensões regionais ficaram ainda mais evidentes com a decisão dos EUA de mobilizar mais 2.000 tropas da 82.ª Divisão Aerotransportada.
Há também sinais de que alguns bancos centrais, principalmente aqueles expostos a custos maiores de importação de energia, podem recorrer às reservas de ouro para estabilizar suas moedas, enquanto o banco central da Turquia prepara medidas para limitar a volatilidade da lira causada pelo conflito.
