O ouro (XAU/USD) recuou na sexta-feira, afastando-se do maior nível desde 23 de julho registrado no dia anterior, sob pressão de um dólar mais firme e de rendimentos do Tesouro mais altos. Investidores se preparam para o Core PCE de julho, o indicador de inflação preferido do Fed, com divulgação prevista para as 12:30 GMT.
No momento da redação, o XAU/USD opera próximo de US$ 3.407, caindo cerca de 0,3% no dia. Além do ajuste de fim de mês, o metal continua com ganhos mensais robustos, apoiado pela demanda por proteção em meio a incertezas econômicas e geopolíticas.
O BEA divulgará o Core PCE de julho. No agregado mensal, espera-se alta de 0,3%, mantendo o ritmo de junho, enquanto a taxa anual pode avançar para 2,9% em relação a 2,8% anteriormente. Uma leitura mais fraca pode reforçar expectativas de cortes do Fed em setembro, enquanto uma leitura mais forte pode fortalecer o dólar e pressionar o ouro.
Além dos dados, o apelo do ouro como refúgio de valor permanece. Preocupações com a independência do Fed ajudam a sustentar a demanda por ativos de proteção, enquanto expectativas de cortes adicionais, um dólar mais fraco e incertezas geopolíticas ajudam a sustentar a tendência de alta no curto prazo.
Movimentação de mercado
O índice do dólar (DXY) permanece firme, operando próximo de 98,00 após uma queda de três dias. Os rendimentos dos Treasuries estão estáveis, com o título de 10 anos próximo de 4,22%, perto de mínimas de quatro meses, enquanto o de 30 anos fica em torno de 4,90%.
Tensões geopolíticas seguem elevadas, com avanços em negociações sendo questionados. Preocupações com a independência do Fed se intensificaram após disputas legais envolvendo autoridades monetárias.
Analistas aguardam o relatório de inflação do PCE core como próximo catalisador; a leitura pode ditar se o Fed manterá uma postura mais dovish ou se haverá ajustes nas expectativas de política monetária.
Na perspectiva técnica, o ouro permanece acima de US$ 3.400, com o suporte imediato em torno de US$ 3.400 e resistência inicial em US$ 3.423. Um rompimento claro acima desse nível pode abrir espaço para o patamar de US$ 3.450, enquanto uma queda abaixo de US$ 3.400 pode expor a zona de US$ 3.380 a 3.370.