O par NZD/USD mantém ganhos próximos de 0,5885 antes da divulgação do Personal Consumption Expenditures (PCE) de julho, indicador de inflação dos EUA que o mercado aguarda com atenção.
Espera-se que a inflação núcleo do PCE, métrica preferida do Federal Reserve, tenha acelerado para 2,9% ao ano, acima dos 2,8% de junho. Em termos mensais, o componente subjacente avançou 0,3%.
Os investidores devem ficar atentos aos dados de inflação dos EUA, pois eles moldam a percepção sobre a trajetória da política monetária do Fed. Há uma expectativa de cortes de juros já na reunião de setembro, conforme o indicador CME FedWatch.
Enquanto isso, a incerteza no NZD persiste, com o PMI Caixin da China (setor manufatureiro) programado para segunda-feira. A China é um importante destino das exportações da Nova Zelândia, o que torna o kiwi sensível ao pulso da economia chinesa.
O NZD/USD encontra resistência para ampliar o movimento de recuperação acima da média móvel exponencial de 20 dias, em torno de 0,5900. O RSI de 14 dias ronda a marca de 50, indicando tendência lateral.
Se o par recuar abaixo da minima de 0,5800 em 2 de agosto, pode abrir caminho para a mínima de 0,5730 de 11 de abril, seguida pelo suporte arredondado de 0,5700.
Por outro lado, um retorno acima de 0,6000 pode conduzir a alvos em 0,6040 (máxima de 19 de junho) e 0,6100 (mínima de 11 de setembro), caso o impulso permaneça positivo.
Gráfico diário NZD/USD

Indicadores econômicos relevantes:
- Core PCE (YoY): 2,9% (versus 2,8% anterior)
- PCE geral: aumento mensal de 0,3%
- Previsto: queda dos juros do Fed em setembro, conforme CME FedWatch
- PMI Caixin de manufatura (China): dados a serem divulgados, com impacto no kiwi