O ouro (XAU/USD) permanece sob pressão na quarta-feira, recuando para mínima de 11 semanas após os últimos dados de inflação dos EUA alinharem às expectativas de mercado e não alterarem significativamente as projeções de que o Federal Reserve poderia elevar os juros mais tarde este ano. No momento da redação, o XAU/USD negocia em torno de US$ 4.148, perto das mínimas semanais, com queda superior a 2,5% no dia.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) acelerou para 4,2% interanual em maio, o nível mais alto desde abril de 2023. O CPI subjacente subiu para 2,9%. No entanto, a inflação mensal subjacente desacelerou para 0,2% de 0,4%.
O aumento da inflação ocorre após a guerra EUA-Iran ter desencadeado uma alta acentuada nos preços de energia, frustrando os esforços do Fed para trazer a inflação de volta à meta de 2%. Antes do início da guerra, os mercados precificavam pelo menos dois cortes de juros este ano. Essas apostas desapareceram, com os traders cada vez mais esperando uma alta de juros até o fim do ano.
Os mercados atualmente precificam uma chance de 33% de uma alta de 25 pontos base (bps) em setembro, com as probabilidades aumentando para 38% em outubro e 42% em dezembro, de acordo com a ferramenta CME FedWatch. Juros mais altos são tipicamente negativos para o ouro, pois o metal precioso não oferece rendimento.
Enquanto isso, as esperanças por um acordo de paz de curto prazo entre os Estados Unidos e o Irã parecem remotas após ambos os lados lançarem novos ataques na terça-feira. O presidente Donald Trump alertou em uma postagem no Truth Social que o Irã “levou muito tempo para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles” e que Teerã agora “terá que pagar o preço”.
A incerteza geopolítica, combinada com as expectativas de um Fed agressivo, manteve o dólar dos EUA (USD) com suporte perto de máximas recentes, criando um vento adicional contra o ouro denominado em dólar.
Análise técnica: XAU/USD mira baixa de março após rompimento decisivo abaixo da média móvel simples de 200 dias
O XAU/USD permanece sob forte pressão de venda após romper abaixo da chave Média Móvel Simples (SMA) de 200 dias em US$ 4.444. O Índice de Força Relativa (RSI) deslizou para território de sobrecompra perto de 27 no gráfico diário, enquanto o Índice Direcional Médio (14) sobe acima de 30, sugerindo uma tendência de baixa fortalecida apesar de condições de curto prazo esticadas.
Na baixa, a mínima de março em US$ 4.098 serve como o próximo nível de suporte chave, onde os compradores podem tentar interromper a queda. No topo, qualquer recuperação enfrentaria primeiro a SMA de 200 dias em US$ 4.444, seguida pela SMA de 50 dias em US$ 4.608 e depois pela SMA de 100 dias em US$ 4.782, com o grupo de médias móveis acima provavelmente limitando tentativas de recuperação, a menos que sejam recuperadas de forma decisiva.
(A análise técnica desta história foi escrita com a ajuda de uma ferramenta de IA.)


