Conflitos no Oriente Médio e mudanças na política energética estão mantendo os preços do petróleo em alta. O Brent testa o patamar de US$ 110, impulsionado por riscos de oferta e tensões geopolíticas.
Um ataque de drone a um site nuclear nos Emirados Árabes Unidos (EAU), combinado com a estagnação das conversas com os EUA e a diplomacia entre Paquistão, Qatar e Irã, elevou o petróleo 2% na abertura da Ásia-Pacífico. O teste do Brent em US$ 110 domina a reunião de finanças do G7 em Paris.
Os EAU, anteriormente com produção acima de 3 milhões de barris por dia (bpd), viram sua produção cair para 1,8-2,1 milhões de bpd devido ao conflito regional. O país também acelerou o projeto do oleoduto Oeste-Leste para dobrar a capacidade de exportação até 2027, visando contornar o Estreito de Hormuz e aumentar a resiliência do fornecimento energético.
A administração Trump permitiu que a isenção de sanções sobre algumas vendas de petróleo russo expirasse, encerrando um período de alívio em meio à escassez global causada pela guerra no Irã. Esses fatores estruturam um cenário mais apertado para o mercado de petróleo.



