NZD/USD se fortalece acima de 0,5900 após PMI Caixin da China superar as expectativas

  • O par NZD/USD mostra força, operando próximo de 0,5905 na sessão asiática de hoje.
  • O PMI de manufatura Caixin da China subiu para 50,5 em agosto, acima das projeções.
  • Mary Daly, presidente do Fed, sinaliza possibilidade de cortes nas taxas em breve.

O par NZD/USD encontra compradores em torno de 0,5905 durante as negociações da madrugada asiática, enquanto o dólar enfrenta pressão após o relatório PMI da China. A sessão nos EUA permanece fechada em função do feriado do Dia do Trabalhador.

O PMI de manufatura da China, divulgado pela Caixin, subiu para 50,5 em agosto, vindo acima da estimativa de 49,5. O desempenho revisado para o mês aponta um impulso para o kiwi, já que a China é um dos principais parceiros comerciais da Nova Zelândia.

Temores de tensões comerciais entre os EUA e a China podem limitar o potencial de alta do NZD. Na semana passada, o governo americano sinalizou a possibilidade de tarifas mais altas sobre certos insumos se acordos comerciais não forem mantidos, o que amplia a incerteza entre as maiores economias.

Os traders vão acompanhar de perto as movimentações sobre tarifas dos EUA. Na sexta-feira, um tribunal americano manteve uma decisão de que tarifas aplicadas de forma ampla não eram legais, o que impacta as medidas tarifárias associadas a várias nações, incluindo China, México e Canadá.

O mercado projeta que o Federal Reserve retomará cortes na taxa básica de juros na reunião de setembro. O Fed ainda recebe apoio de alguns dirigentes para um recuo maior, caso o mercado de trabalho continue enfraquecido. Já o presidente do Fed de San Francisco mencionou que cortes podem chegar em breve, argumentando que a inflação resultante de tarifas tende a ser temporária.

O indicador de gastos com consumo pessoal (PCE) dos EUA mostrou que a inflação manteve-se estável em julho, acima da meta de 2% do banco central. Com esses números, o mercado elevou as probabilidades de um corte da taxa já neste mês, o que poderia reduzir a força do dólar frente ao kiwi.