Visão geral
Analistas apontam que a campanha chinesa contra a involução interna — que busca reduzir a competição excessiva no mercado de trabalho e na vida empresarial — não terá efeito suficiente para sustentar o crescimento, dado o enfraquecimento da demanda.
Desempenho recente da inflação
As últimas leituras de inflação indicam uma melhora modesta, sugerindo que a recuperação permanece frágil, mesmo com ganhos no agregado.
- O CPI de outubro subiu 0,2% na comparação anual, recuperando-se de uma queda de 0,3% em setembro e ficando acima das previsões. A deflação do PPI diminuiu para -2,1% (ante -2,3%), alinhada com o esperado.
- Os preços ao consumidor foram puxados principalmente por alimentos mais caros e por um núcleo mais firme, com o ouro em alta contribuindo de modo relevante, enquanto o PPI foi sustentado por metais não ferrosos.
- Contudo, os preços de bens duráveis permaneceram fracos, indicando uma demanda industrial ainda contida.
Perspectivas para 2025
As projeções para 2025 permanecem inalteradas: a inflação ao consumidor deve ficar perto de zero, e o PPI poderá cair por volta de 2,5%.
As medidas de “anti-involution” — voltadas a reduzir a competição interna excessiva — dificilmente geram um impulso de demanda por si sós, diante de desafios de demanda agregada e recuperação do consumo doméstico ainda lenta.
O que é anti-involution?
Anti-involution refere-se a esforços governamentais e sociais para combater a competição interna prejudicial (neijuan), que leva a longas jornadas de trabalho, superqualificação ou rivalidade improdutiva em escolas e no trabalho. A ideia é fomentar produtividade, criatividade e melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Considerações finais
Para avançar de forma sustentável, políticas de demanda mais fortes parecem necessárias para impulsionar consumo, investimento e inovação, complementando a agenda de produtividade e cultura corporativa.

