O membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Martin Kocher, declarou nesta sexta-feira que não vê evidências concretas de efeitos de segunda ordem na inflação, mas que o banco central agirá caso as perspectivas de inflação se deteriorem.
Kocher destacou que os recentes desenvolvimentos nos mercados de petróleo são preocupantes e que o BCE está em posição de vigilância nas próximas semanas. Ele ressaltou a ausência de “evidências concretas de efeitos de segunda ordem” e que, embora as previsões de crescimento não sejam animadoras, não se vislumbra uma recessão.
Em paralelo, o chefe do banco central da Eslovênia, Primož Dolenc, apontou que os riscos futuros permanecem elevados, com desenvolvimentos em torno da guerra no Irã reforçando os riscos adversos.
A declaração de Kocher, com uma pontuação de 6.2/10 no Speechtracker da FXS, sugere um viés moderadamente “hawkish” ao enfatizar a ação do BCE “se as perspectivas de inflação piorarem”. O foco em expectativas de inflação de médio prazo, a preocupação com o petróleo e o compromisso de agir reforçam um viés de aperto condicional que pode sustentar o Euro diante de surpresas inflacionárias.
Por outro lado, a observação de “nenhuma evidência concreta de efeitos de segunda ordem” e a visão de um crescimento fraco, mas não recessivo, moderam o tom “hawkish”, indicando que não haverá pressa para aumentar as taxas sem um choque claro. Para o mercado de câmbio, essa combinação de vigilância e paciência sugere que o Euro pode apresentar um viés de alta modesto com base em dados de inflação e reprecificação impulsionada pelo petróleo, mas sem um catalisador forte para uma reprecificação sustentada da trajetória do BCE no curto prazo.


