A inflação crescente na área metropolitana de Tóquio, atingindo 1,9% em agosto (e 2,0% excluindo energia e alimentos frescos), sugere uma aceleração que pode levar o Banco do Japão (BoJ) a considerar uma alta nas taxas de juros em setembro. Segundo Volkmar Baur, do Commerzbank, a inflação de serviços também atingiu seu pico em quase um ano, indicando um cenário propício para a ação do BoJ.
Baur argumenta que a inflação não apenas atingiu a meta de 2% do banco central, mas também ameaça ultrapassá-la nos próximos meses. Esse cenário ocorre em um contexto de preços de energia elevados, política fiscal expansionista e uma taxa de juros que se encontra, na melhor das hipóteses, no limite inferior da faixa neutra definida pelo próprio banco central. A análise aponta para a necessidade de um aumento na taxa de política monetária.
O mercado financeiro parece concordar com essa perspectiva. A probabilidade implícita de uma alta de juros em setembro subiu para cerca de 84%. No entanto, o BoJ ainda não forneceu orientações claras sobre o momento exato da decisão. O vice-presidente Himino, em discurso recente, evitou especificações.
Apesar da incerteza remanescente, os sinais apontam fortemente para uma elevação da taxa de juros em setembro. Qualquer outra decisão poderia resultar em pressão considerável sobre o Iene japonês (JPY).


