Visão geral
Goldman Sachs alerta que o mercado subestima o risco de novo corte de juros do BCE, mesmo após a decisão de manter as taxas inalteradas. A instituição argumenta que o caminho da política monetária pode permanecer com pouco entusiasmo e que esse risco ainda está subestimado.
Entre os pontos citados, destacam-se dados mistos na zona do euro, com o impulso de crescimento ainda fragilizado e a inflação recuando mais rapidamente que o previsto em algumas economias. A avaliação também sugere que o impulso fiscal proposto pela Alemanha pode ser mais lento do que o esperado, o que pode reduzir a velocidade da recuperação de curto prazo.
Impacto para os mercados
- ECB Lagarde: inflação está inalterada. A economia deve se beneficiar do consumo, enquanto o emprego desacelera
- A declaração completa da decisão da taxa de outubro do BCE
- ECB mantém a taxa de refinanciamento em 2,15% e a taxa de depósito em 2,00% conforme esperado
Dados recentes na zona do euro têm surgido como um quadro misto, com o crescimento ainda frágil e a inflação cedendo mais rápido do que o esperado em algumas economias.
Segundo a nota, as projeções de dezembro da equipe técnica do BCE serão decisivas para moldar a próxima fase do debate entre os membros mais dovish. Caso as previsões de inflação fiquem abaixo do esperado, o BCE poderia avançar para mais um corte de juros no primeiro semestre de 2026, ainda que a paciência permaneça como orientação por ora.
