Goldman Sachs prevê ouro a US$ 5.000 por onça

O ouro pode disparar até US$ 5.000 por onça se a pressão sobre o Fed, associada às ações da Casa Branca, abalar a confiança nos mercados dos EUA. O Goldman Sachs alerta para o risco de deterioração da confiança e de maior volatilidade diante de uma intervenção política.

Atualmente, o ouro opera próximo de US$ 3.545 por onça, perto de patamares históricos. A chefe da pesquisa de commodities, Samantha Dart, explicou que:

  • “um cenário em que a independência do Fed seja comprometida tende a gerar inflação mais alta, redução de preços de ações e erosão do status de moeda de reserva do dólar. Em contrapartida, o ouro funciona como reserva de valor que não depende da confiança institucional.”

A administração tem intensificado a ofensiva contra o banco central, com o presidente pedindo investigações criminais contra o presidente do Fed, Jerome Powell, e tentando demitir a governadora Lisa Cook, ao mesmo tempo em que busca nomeações de aliados que defendem juros mais baixos, segundo analistas, o que aumenta as preocupações sobre a autonomia da instituição.

O Goldman estima que mesmo uma rotação modesta de Treasuries para o ouro já poderia acender um rali relevante:

  • “Se 1% do mercado privado de Treasuries dos EUA migrasse para o ouro, o preço do ouro subiria para quase US$ 5.000 por onça”
  • outra leitura aponta um cenário de risco extremo de US$ 4.500
  • e o ouro continua sendo a recomendação com maior convicção no espaço de commodities.