Goldman Sachs elevou a previsão do preço do ouro para dezembro de 2026, projetando US$ 4.900 por onça (de US$ 4.300 anteriormente). A atualização reflete uma confiança maior no potencial de valorização de longo prazo, impulsionada por fatores estruturais favoráveis.
A justificativa da instituição provavelmente envolve vários fatores de apoio:
Demanda robusta de bancos centrais — diversos compradores soberanos e institucionais continuam comprando ouro como parte da diversificação de reservas e de estratégias de desdolarização.
Pressões macroeconômicas e políticas — preocupações com inflação, acomodação monetária (especialmente nos EUA) e riscos geopolíticos podem aumentar o apelo do ouro como refúgio.
Influência especulativa limitada — a Goldman costuma enfatizar que grande parte da alta recente decorre de demanda estrutural persistente (bancos centrais, ETFs) em vez de fluxos especulativos agressivos.
Margem de valorização — elevar a meta para 4.900 cria espaço para surpresas positivas se condições como política do Fed ou fraqueza cambial evoluírem favoravelmente.
Vale notar que essa previsão é ambiciosa e assume a continuidade ou intensificação dos fatores de apoio. Se algum deles perder força — por exemplo, se as taxas de juros permanecerem mais altas por mais tempo ou se os mercados reprecificarem o risco — o ouro pode ficar aquém desse patamar.
Revisão para cima sinaliza ainda o contínuo apetite institucional e de bancos centrais pelo ouro, reforçando o humor positivo no setor de commodities. A projeção mais alta pode estimular fluxos para ETFs de metais preciosos e para ações de mineradoras, além de indicar expectativas de juros reais mais baixos e de um dólar mais fraco no futuro.
