Resumo diário
Durante a sessão da Ásia-Pacífico, os mercados de câmbio enfrentaram um viés misto, com o yuan onshore ganhando terreno e dados domésticos chineses ajudando a sustentar o apetite por risco.
Principais destaques
- Ocidente restringe acordo de tecnologia com o Reino Unido, elevando tensões comerciais.
- Rúpia indiana atinge novas mínimas, pressionada por fluxos de capitais.
- Analistas veem possibilidade de aperto monetário do RBA em fevereiro, com a Citi e o NAB também prevendo alta.
- NAB antecipa dois aumentos da taxa do RBA em 2026, desafiando visões de manutenção prolongada.
- China discute metas pragmáticas de crescimento para 2026, com o yuan no onshore em valorização.
Mais adiante, dados da Nova Zelândia mostraram queda mensal no índice de preços de alimentos, o que pode ajudar a amenizar a inflação ao consumidor. O NZDMO reduziu a emissão de dívida de curto prazo, deixando o NZD mais fraco na maior parte da sessão.
O AUD cedeu inicialmente, mas recuperou terreno após o PMI composto global indicar manutenção da aceleração econômica, com destaques para o desempenho da manufatura. Analistas da CBA e NAB projetam nova alta da taxa de juros do RBA em 2026, com o par AUD/USD recuando brevemente abaixo de 0,6620 antes de subir para cerca de 0,6635; NZD/USD também subiu.
O USD/JPY recuou, com o PMI de dezembro do Japão apontando crescimento modesto, à medida que serviços compensam a fraqueza industrial.
Na China, o PBOC manteve o USD/CNY acima das expectativas, e o mercado empurrou o par para baixo, com a taxa fixada em níveis pouco abaixo do centro de 7,06. Enquanto isso, especialistas discutem se a meta de crescimento para o próximo ano ficará em torno de 5% ou se adotará uma faixa mais flexível de 4,5%–5,0%.
Em termos de ações, as bolsas da região registraram quedas, com o Nikkei, Hang Seng e Shanghai Composite recuando e o S&P/ASX 200 também em terreno negativo.