Resumo
Tradicionalmente, o CPI ditava a inflação nos EUA, mas, em 2000, o Fed passou a privilegiar o Personal Consumption Expenditures (PCE), uma medida mais ampla e flexível. Diferentemente da cesta fixa do CPI, o PCE recalcula pesos com maior frequência, captura efeitos de substituição e atribui menos peso à habitação em relação a outros componentes, como saúde. Essa diferença metodológica faz com que o CPI fique, em média, cerca de 0,4 ponto percentual acima do PCE, e o spread se ampliou a partir de 2022.
Apesar da preferência do Fed, os mercados continuam olhando para o CPI por hábito e por timing. Operadores tendem a reagir ao que já se sabe, e o CPI é divulgado cerca de duas semanas antes do PCE, tornando-o o primeiro determinante para operações futuros e posicionamentos pré-mercado. Esse atraso de tempo faz com que o CPI puxe a volatilidade de curto prazo — as oscilações no mercado de ações costumam ser quase o dobro após divulgações de CPI em comparação com o PCE.
No momento, o CPI domina a psicologia de mercado, enquanto o PCE permanece em segundo plano, embora tenha maior impacto na política monetária.
Próximo relatório do PCE: o relatório de agosto está previsto para quinta-feira, 25 de setembro de 2025, às 12h30 GMT / 8h30 no horário da Costa Leste dos EUA.