O Federal Reserve decidiu manter sua meta para a taxa de fundos federais inalterada em 3,5-3,75%. Esta decisão estava em linha com as expectativas internas e da vasta maioria dos economistas, embora poucos considerassem a manutenção como um acordo fechado.
A principal conclusão é que o FOMC continua mais preocupado com o lado inflacionário de seu duplo mandato do que com o pleno emprego. Observou-se que ‘os ganhos de empregos acompanharam a força de trabalho, e a taxa de desemprego pouco mudou’, mas que ‘a inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê’. Nesse contexto, o Fed enfatizou seu compromisso em ‘entregar estabilidade de preços’.
Um dos membros ressaltou que o Fed não possui uma ‘meta flexível’, mas sim uma meta rígida de 2%, e que o banco ‘não hesitará’ em tomar as ações corretas para alcançá-la. Parte dessa comunicação ‘hawkish’ pode ter o objetivo de ancorar diretamente as expectativas de inflação, que, segundo o presidente do Fed, determinariam em parte as perspectivas inflacionárias.
Parece que o FOMC interpreta o sinal do mercado como indicativo de que as taxas de juros eventualmente deverão subir, pelo menos com base nos dados recentes. Ao mesmo tempo, taxas mais altas já estão realizando o trabalho de aperto monetário do Fed, o que pode ser interpretado como uma necessidade menor de altas efetivas.
De forma geral, o Fed deixou claramente a porta aberta para uma alta nas taxas de juros em setembro. No entanto, muito dependerá dos dados econômicos a serem divulgados até lá.
