Resumo Em entrevista recente, autoridades do Federal Reserve indicaram que a trajetória da política monetária pode depender das condições econômicas e do andamento de conflitos internacionais. Em especial, a possibilidade de cortes permanece no radar, desde que sinais de inflação e mercado de trabalho indiquem controle.
Em nota, a presidente do Fed de São Francisco sinalizou: se o conflito com o Irã for resolvido e os preços do petróleo recuarem, um corte de juros pode não ser impossível.
Principais pontos
- Se o conflito com o Irã se encerra e os preços do petróleo caem, um corte de juros pode não ser impossível.
- Se a inflação permanecer elevada por mais tempo que o esperado, a política monetária deve permanecer estável até confirmar o controle da inflação.
- O trabalho para reduzir a inflação já estava em curso antes do choque de preços do petróleo; agora, esse trabalho leva mais tempo.
- A probabilidade de uma alta de juros é menor do que a de cortes ou manutenção da política.
- Preços de petróleo elevados podem elevar a inflação, mas também prejudicam o crescimento.
- Já temos observado sinais de que preços mais altos afetam a economia, com quedas em viagens devido ao aumento de custos.
- É crucial trazer a inflação para a meta de 2%, mas não às custas dos empregos.
- Fundamentos econômicos dos EUA continuam sólidos e o mercado de trabalho parece mais estável.
Riscos para os objetivos de pleno emprego e inflação parecem equilibrados, e é preciso observar como o conflito se desenrola e como as empresas repassam aumentos de preço. O cenário atual mostra sobretaxas reversíveis em algumas áreas, em vez de aumentos persistentes.
A política monetária, por ora, permanece restritiva o suficiente para puxar a inflação para baixo, mantendo um apoio estável ao mercado de trabalho. Com a situação evoluindo, haverá tempo para avaliar desfechos do conflito e impactos sobre os preços do petróleo.
Uma leitura muito alta do IPC não surpreenderá ninguém; a pergunta real é se o cessar-fogo persiste e, se sim, o IPC ficará em segundo plano no radar.
