O Federal Reserve (Fed) de San Francisco tem uma posição pragmática: Mary C. Daly afirmou nesta semana que apoia cortes de juros, porém ressaltou que reduzir as taxas até o nível neutro tem limites para promover a estabilidade econômica.
Destaques-chave
É provável que sejam necessários ajustes adicionais de política, conforme o Fed busca restaurar a estabilidade de preços e sustentar o mercado de trabalho. O mercado de trabalho desacelerou e a inflação ficou abaixo do esperado. O corte de 0,25 ponto percentual foi apoiado integralmente. Os riscos à economia mudaram, então era hora de agir. As projeções da trajetória das taxas não são garantias; serão avaliados trade-offs em cada decisão. Não está claro se ocorrerá mais cortes agora, no fim do ano ou depois. O mercado de trabalho permanece robusto, ainda que não tão acelerado como antes; é sustentável e não se quer ver mais enfraquecimento. O corte funcionou como uma proteção para o mercado de trabalho. Uma vez que ele enfraquece, é difícil recuperá-lo. Não é stagflation. Ainda há trabalho a fazer com a inflação e não se quer ver o mercado de trabalho enfraquecido. O risco de recessão é baixo no momento. A inflação subjacente fica entre 2,4% e 2,5%. A economia ainda demanda contenção monetária, porém menos intensa. As evidências sugerem que tarifas tiveram um impacto único na inflação. O corte de juros pode favorecer a habitação, mas não resolverá por completo os problemas de oferta que prejudicam a acessibilidade.