A recente divulgação de dados de PMI na Zona do Euro, indicando uma desaceleração nas pressões inflacionárias, juntamente com um tom considerado menos ‘hawkish’ por parte da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, estão no radar dos analistas do Societe Generale. Esses fatores podem influenciar a trajetória do par EUR/USD, com o nível de 1.13 voltando a ser um ponto de atenção.
Relatórios da S&P Global apontam para uma moderação na inflação de custos em junho, com aumentos mais lentos tanto nos setores de manufatura quanto de serviços, em comparação com os meses anteriores. Essa tendência de arrefecimento nos preços de insumos e de produção na Zona do Euro, incluindo Alemanha e França, corrobora a visão de que as pressões inflacionárias podem estar diminuindo.
As declarações de Lagarde, que pareceram menos assertivas em comparação com as de economistas do BCE na semana anterior, reforçam a percepção de que o banco central pode não ter a necessidade imediata de aumentar as taxas de juros novamente. Embora efeitos de segunda ordem da inflação ainda possam se manifestar, o cenário atual parece ter elevado o patamar para novas elevações de juros.
No que diz respeito ao EUR/USD, o Societe Generale monitora de perto o diferencial de juros entre os títulos do Tesouro dos EUA (UST) e os títulos da dívida soberana europeia (EGB) de 2 anos, que se aproxima de níveis relevantes. Caso os mercados financeiros continuem a precificar menos aperto monetário por parte do BCE, um reteste do mínimo de março em 1.1411 torna-se uma possibilidade. A análise técnica sugere que o par pode estar sobrecomprado, abrindo espaço para uma nova perna de desvalorização em direção à área de 1.1350, caso o suporte em 1.1390 seja rompido.
Suporte técnico é identificado em 1.1345, enquanto a resistência se encontra em 1.1475.


