ECB avalia riscos de inflação provocados pelo conflito, aponta Rabobank

Um estrategista do Rabobank ressaltou que a Eurozona já está exposta economicamente ao conflito, principalmente por causa do aumento nos preços de energia.

Durante a conferência ECB and Its Watchers Conference, autoridades do Banco Central Europeu adotaram tom cauteloso, enfatizando a dependência de dados para as decisões de abril e a incerteza sobre a duração do choque inflacionário decorrente do conflito, especialmente pela transmissão dos preços de energia.

ECB cautelosa com o choque inflacionário

Independentemente de como a Europa classifique o conflito, os impactos econômicos já aparecem por meio de canais como energia. Diversos membros do BCE sinalizaram que o tamanho e a persistência do choque ainda são incertos.

Alguns participantes sugeriram que ainda não está claro se os aumentos de juros de abril são justificados, mas alertaram para o risco de que os preços de energia se espalhem para outros componentes da economia.

A presidente Lagarde manteve a postura orientada por dados, afirmando que não haverá ação até obter informações suficientes sobre a magnitude do choque e sua propagação, mas reiterou o compromisso com a meta de inflação de 2% no médio prazo, lembrando que a reunião de abril é considerada “viva”.

As sinalizações do mercado apontam para um pequeno ajuste de juros em abril e para aumentos acumulados mais expressivos até o fim de 2026.