O analista Jörg Krämer, da Commerzbank, aponta que o ECB deverá reagir à inflação energética provocada pela guerra com, no máximo, mais uma alta de juros. A inflação deve subir acima de 3% até o verão, para depois desacelerar, e o crescimento da zona euro deve ser revisado para 0,6% em 2026.
Inflação impulsiona a alta, mas o aperto é limitado
Nossa simulaem, usando um modelo macroeconômico, indica que, no cenrio base, o crescimento da zona do euro em 2026 ficar 0,4 ponto percentual menor por causa da guerra no Oriente Médio. Como a economia encerrou 2025 com desempenho ligeiramente melhor do que o esperado, não reduzimos a projeção para 2026 tanto quanto antes, passando de 0,9% para 0,6%. O momento sugere que o crescimento ficará abaixo do seu potencial (1%), o que aponta para a ausência de um repique expressivo.
As trajet f0rias da inflação s e3o cruciais para a pol edtica de juros do BCE. O nosso modelo de infla o indica que, no cen e1rio base, a infla
o avancar e1 para pouco acima de 3% at e9 o ver e3o, antes de recuar novamente. Prevemos que o BCE elevar1 a taxa b e1sica na reuni e3o de 30 de abril.
Se parte dos integrantes do Conselho de Governan e7a, mais dovish, evitar o aperto em abril, pode sinalizar o movimento para a pr f3xima reuni e3o de 11 de junho. Ainda assim, e9 improv e1vel que haja mais de uma alta, pois o pre 7o do petr f4leo tende a cair ap f3s o fim da guerra, e o Conselho e9 composto por defensores de juros baixos entre pa edses com elevada d edvida p fablica.
Consideramos improv e1vel que o n famero de altas refletido nos futuros at e9 o fim do ano se confirme, especialmente no nosso cen e1rio-base.