DXY em alta: Petróleo a US$ 120 e Treasury yields impulsionam o dólar

O analista Lloyd Chan, do MUFG, destaca que a cotação do petróleo Brent próxima de US$ 120 e o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasury yields) estão servindo de alicerce para a força do dólar. Atualmente, o Índice Dólar (DXY) opera consolidado na faixa entre 98,00 e 99,00.

Petróleo e yields impulsionam a moeda americana

A disparada do petróleo Brent para o patamar de US$ 120/bbl ocorreu após relatos de que o governo dos EUA rejeitou propostas para reabrir o Estreito de Ormuz. Esse cenário geopolítico, somado à alta nos yields, reforça o apelo de carry trade da divisa americana. O yield da Treasury de 2 anos subiu cerca de 11 bps, atingindo 3,95%, enquanto a de 10 anos avançou para 4,43%.

Fed e inflação PCE no radar

A comunicação recente do Federal Reserve corroborou a reprecificação hawkish das taxas de juros. Embora a manutenção das taxas fosse esperada, a dissidência de três membros do comitê contra a sinalização de um viés de flexibilização evidencia a preocupação crescente com os riscos inflacionários.

Do ponto de vista macroeconômico, a divulgação dos dados de inflação do PCE (Personal Consumption Expenditures) hoje pode manter o dólar firme. Com os preços da gasolina nos EUA saltando de US$ 3,50 para US$ 4,84 por galão, as pressões inflacionárias de curto prazo aumentaram significativamente.

O mercado projeta que o PCE de março suba para 3,5% na comparação anual (ante 2,8% anteriores). Esse cenário mantém o risco inclinado para uma postura mais rígida do Fed, garantindo suporte ao dólar no curto prazo.