Resumo rápido: A BBH aponta que tensões renovadas no Estreito de Hormuz elevaram o Brent em quase US$ 10 desde as mínimas recentes, pressionando ativos de risco globais e mantendo o dólar americano mais firme.
Expectativa para o DXY
O consenso é de que o choque energético pode ter o pior ficado para trás, com os diferenciais de juros entre os EUA e outras economias importantes ajudando a manter o DXY preso entre 96 e 100 pontos, destacando o papel dominante do dólar no sistema financeiro global.
Mercado: o humor de risco se deteriora à medida que surgem novas preocupações sobre um possível bloqueio naval no Estreito de Hormuz. A Marinha dos EUA apreendeu um navio iraniano no Golfo de Omã e o Irã prometeu retaliação. O Brent chegou a tocar perto de US$ 86, com alta de quase US$ 10 desde a última sexta-feira.
“Embora o choque energético possa não ter terminado, o pior provavelmente ficou para trás. A abordagem dos EUA de manter as rotas de navegação abertas para navios no Estreito de Hormuz, ou fechadas a depender das circunstâncias, tende a acelerar a reabertura dessa via crucial, pois o custo compartilhado aumenta o incentivo para um acordo diplomático prático.” Portanto, os diferenciais de juros entre os EUA e outras grandes economias devem continuar a manter o DXY na faixa de 96,00 a 100,00.
O Wall Street Journal informou que os Emirados Árabes Unidos estão avaliando a possibilidade de obter uma linha de swap cambial com o FED ou com o Tesouro para se proteger de um choque econômico mais intenso decorrente de um conflito com o Irã. O fato de um importante exportador de energia considerar um swap cambial bilateral com os EUA reforça o papel dominante do dólar como meio de troca e unidade de conta no sistema financeiro global.
