- As ações iniciaram o pregão em alta após revisões acentuadas na contratação nos EUA, fortalecendo apostas em cortes de juros.
- Os mercados de juros veem quase 20% de chance de um corte expressivo na próxima semana.
- Apesar da reação positiva, preocupações econômicas crescem rapidamente.
O Dow Jones Industrial Average (DJIA) testou temporariamente o teto nesta terça-feira, impulsionado por revisões negativas nas contratações norte-americanas nos últimos 18 meses. Dados mais fracos do mercado de trabalho reforçam as apostas de que o Fed iniciará um novo ciclo de cortes de juros para sustentar o emprego nos EUA.
Após tocar próximo de 44.690, o Dow recuou e ficou perto da abertura do dia, em torno de 45.570. Os mercados permanecem relativamente contidos à espera da próxima decisão do Fed, marcada para 17 de setembro, com o Dow mantendo-se pouco abaixo de máximas históricas acima de 45.761.
No entanto, há sinais de que o cenário econômico pode estar deteriorando mais rápido do que o previsto. A atualização anual de Nonfarm Payrolls (NFP) mostrou que a economia dos EUA criou cerca de 900 mil empregos a menos do que o estimado para o período de março de 2024 a março de 2025, o que amplia as expectativas de novas revisões para 2025. A janela de revisão atual não captura ainda os efeitos do ambiente pós-tarifas.
De acordo com a ferramenta FedWatch da CME, os mercados já precificam uma redução de 25 pontos-base na reunião de setembro. Alguns operadores esperam até cortes de 50 pontos-base caso haja choque de dados ou pressão política.
Embora as revisões negativas acentuadas dos dados de emprego sejam preocupantes, a probabilidade de o Fed acelerar cortes continua baixa, embora não nula. O CPI dos EUA, esperado para ser divulgado em breve, deve sinalizar inflação ainda acima da meta de 2%, o que dificulta cortes rápidos de juros.
Gráfico diário do Dow Jones
As ações devem acompanhar as tendências, enquanto o índice se mantém próximo de patamares históricos, com dados de emprego em foco para o restante do mês.