O par USD/CAD continua perto de um patamar elevado, enquanto o dólar americano mantém força frente ao canadense pela sétima sessão consecutiva, em torno de 1,3930 durante as operações da Ásia nesta terça-feira. O dólar canadense, influenciado pela inclinação de commodities, permanece sob pressão devido à fraqueza recente do preço do petróleo, refletindo o Canadá como o maior exportador de crude para os EUA.
O petróleo WTI recua após quatro dias de ganhos, operando por volta de 98,60 dólares por barril no momento da redação. A queda ocorre mesmo com sinais de que a estratégia contra o Irã pode chegar ao fim, ainda que o Estreito de Hormuz permaneça relativamente contestado. Esse cenário reduz a demanda por ativos considerados refúgio e limita o potencial de alta do USD/CAD.
Por outro lado, movimentos continuados de tropas americanas sugerem sinais mistos e riscos persistentes aos fluxos globais de energia. Além disso, ataques a um petroleiro Kuwaitiano próximo a um porto em Dubai trazem à tona riscos de navegação no Golfo Pérsico, e grupos alinhados ao Irã também intensificam ações, com relatos de interrupções potenciais no tráfego no Mar Vermelho.
A fronteira monetária dos EUA segue no radar: Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmou em uma aula na Universidade de Harvard que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas, mesmo com a incerteza no Oriente Médio, destacando que a postura atual do banco oferece tempo para avaliar os impactos econômicos do conflito. John Williams, presidente do Fed de Nova York, enfatizou que a política monetária está preparada para cenários incomuns e disse à Reuters que o mercado de trabalho continua a enviar sinais mistos.