Dados do mercado de trabalho mais fracos moldam trajetória de taxas do BoE, aponta Nomura

A Nomura, por meio de seus analistas Josie Anderson, George Buckley, Andrzej Szczepaniak e David Seif, destaca um mercado de trabalho britânico mais fraco, com queda nos payrolls, aumento do desemprego e vagas mais fracas. Eles enfatizam que os dados de emprego são um indicador defasado, mas veem a fraqueza atual como ponto de partida.

“Houve vários elementos mais fracos no relatório de hoje sobre o mercado de trabalho britânico, com uma queda de 100 mil nos payrolls (embora sujeito a revisão), um aumento na taxa de desemprego, crescimento fraco dos salários regulares no setor privado e declínio nas vagas”, afirmam.

Os analistas observam que, embora o relatório inclua dados de março e abril, o impacto da guerra no Irã pode não se manifestar claramente por algum tempo. No entanto, os dados mais fracos mostram o ponto de partida da economia no início do conflito, que pode adicionar fraqueza em relatórios futuros.

A Nomura espera que o Banco da Inglaterra (BoE) mantenha as taxas em sua reunião de 18 de junho, aguardando mais evidências sobre os efeitos da guerra. Em seguida, prevê um aumento de taxa em julho de 2026 para 4,00%, demonstrando seriedade sobre os efeitos de segunda rodada da inflação. Porém, a instituição prevê apenas um aumento de 25 pontos base e cortes de taxas em julho e novembro de 2027, para 3,50%.