Resumo da sessão
A sessão de negociação manteve o foco no mercado de trabalho do Reino Unido, com a taxa de desemprego subindo para 5,1% (de 5,0% anterior) e as vagas de emprego recuando pela segunda vez. O crescimento salarial, porém, surpreendeu positivamente, sugerindo que as pressões salariais podem estar mudando.
Impactos no Reino Unido: A libra esterlina ganhou leve fôlego após uma reavaliação hawkish das probabilidades para 2026, com a composição de cortes de juros sendo revisitada de 64 bps para 56 bps.
Na zona do euro, os PMIs vieram abaixo do esperado, com a Alemanha puxando o ritmo, enquanto a França ficou melhor do que o previsto. Apesar disso, os dados não mudaram a percepção sobre o BCE, que tende a manter as taxas estáveis por um período prolongado.
Foco nos EUA: Na sessão norte-americana, o mercado continuará de olho no relatório de empregos (NFP). Embora haja outros indicadores, a reação tende a depender dos payrolls. A estimativa para novembro aponta criação em torno de 50 mil empregos, ante 119 mil no mês anterior; a taxa de desemprego é esperada em 4,4%. O ganho médio por hora deve subir 3,6% na base anual e 0,3% na base mensal.
Foi indicado que a coleta de dados pode ter sofrido impactos devido a interrupções recentes, o que pode tornar o resultado mais imprevisível. Mesmo assim, desvios significativos em payrolls vão chamar a atenção, com a taxa de desemprego possivelmente mantendo o foco da reação do mercado.
Resumo: o desemprego pode representar o principal gatilho de reação do mercado, mas grandes variações nos payrolls ainda merecem atenção.