Análise da economia chinesa aponta que o PIB do 1T26 avançou 5,0% na comparação anual, trazendo impulso ao início de 2026, mas a equipe mantém a projeção para 2026 em 4,7%, diante de ventos externos adversos e demanda interna fraca. O cenário sugere apenas um afrouxamento modesto de 10 pontos-base para o 3T26, mantendo uma postura mais contida.
Desempenho sólido do PIB, mas política cautelosa
Apesar do começo mais firme do ano, a previsão de crescimento de 2026 permanece em 4,7%, devido a ventos externos como interrupções na oferta e preços elevados de petróleo que pesam sobre o crescimento global e as exportações da China. Espera-se que o PIB evolua entre 4,6% e 4,8% nos próximos três trimestres; também é prematuro avaliar plenamente o impacto dos conflitos no Oriente Médio, pois a demanda por tecnologia ajuda a atenuar riscos no curto prazo.
A inflação doméstica permanece baixa, com 1,3% para o CPI de 2026, bem abaixo da meta de 2%, deixando espaço para o PBOC manter uma política monetária moderadamente frouxa.
Com o crescimento de 1T26 no topo da faixa alvo oficial de 4,5%-5,0%, a chance de cortes de juros no curto prazo diminuiu. Mantemos a previsão de um recorte de 10 pontos-base na taxa de política monetária, adiando de 2T26 para 3T26 devido à incerteza gerada pelos acontecimentos no Oriente Médio. Nesse cenário, medidas de afrouxamento monetário direcionado e apoios estruturais devem ganhar maior relevância.
