China: Recuperação Desigual e Apoio à Reforma Imobiliária – Análise BNY

A China apresenta uma recuperação econômica desigual, com a indústria fabril mostrando sinais de melhora, enquanto os setores de serviços e construção ainda enfrentam desafios. O índice PMI manufatureiro registrou uma leve alta, e os pedidos de exportação voltaram a expandir, indicando um cenário misto.

Em resposta a essa dinâmica, as autoridades chinesas anunciaram um pacote de reformas no mercado imobiliário. O objetivo é fortalecer a proteção aos compradores de imóveis, promover a transição para a venda de unidades concluídas e estender os prazos de financiamento hipotecário. Paralelamente, buscam-se ampliar os canais de financiamento para construtoras com projetos viáveis.

Estabilização do PMI e Reforma Habitacional

“A desaceleração da indústria fabril chinesa diminui, mas a fraqueza dos serviços sinaliza uma recuperação desigual.”

A divulgação do PMI de agosto na China revelou uma modesta melhora na atividade fabril, contrastando com a fraqueza do setor não manufatureiro. O PMI manufatureiro subiu para 49,8% em agosto (ante 49,2% em julho), com grandes empresas retornando à expansão, atingindo 50,6%.

A China implementou reformas no mercado imobiliário com o intuito de reforçar a proteção ao comprador e acelerar a mudança para um novo modelo de desenvolvimento habitacional. As medidas incluem o endurecimento das regras de pré-venda, o incentivo à venda de imóveis concluídos e a exigência de mais salvaguardas para os fundos dos compradores por meio de contas regulamentadas e práticas de “entrega com certificado”.

Para imóveis vendidos após a conclusão, o desembolso da hipoteca ocorrerá apenas após o registro da venda; para projetos pré-vendidos, o financiamento será adiado até o registro formal de conclusão. As autoridades também estenderam o prazo máximo dos empréstimos hipotecários individuais de 30 para 40 anos.

Em paralelo, os reguladores afirmaram que as necessidades razoáveis de financiamento das construtoras devem ser melhor atendidas, com maior foco na viabilidade do projeto. Os canais de financiamento serão ampliados por meio de ações, títulos, títulos lastreados em ativos e REITs. O pacote visa reduzir os riscos de entrega, aumentar a transparência, elevar a qualidade das moradias e apoiar transações mais seguras.