De acordo com a ABN AMRO, a recuperação da Zona do Euro permanece frágil, com o crescimento ainda abaixo do potencial e uma recuperação desigual entre os países. O impulso vem principalmente do consumo doméstico moderado e de quedas gradativas nos custos de financiamento, mas o impulso de investimentos permanece contido.
A inflação está sob controle e as condições de financiamento continuam favoráveis, o que ajuda a manter a demanda interna. Contudo, choques externos, gargalos de oferta e incertezas políticas podem interromper ou atrasar a trajetória de recuperação.
Setores cíclicos, como indústria e exportações, continuam a enfrentar desafios, enquanto serviços e consumo doméstico demonstram alguma resiliência. A avaliação indica que o progresso dependerá de reformas estruturais, ganhos de produtividade e uma gestão fiscal mais coordenada entre os membros.
Para sustentar o crescimento, a ABN AMRO recomenda manter estímulos precavidos e acelerar reformas que aumentem a competitividade, incentivando investimentos privados e melhorando a conectividade institucional entre países da Zona do Euro.
