China precisa de impulso fiscal para reparar danos da guerra comercial, diz assessor do PBOC

Durante o Bund Summit em Xangai, Huang Yiping, membro do comitê de política monetária do PBOC, defende que sejam adotadas medidas fiscais mais fortes para recompor os balanços de famílias, empresas, governos locais e, possivelmente, instituições financeiras. Com um crescimento impulsionado por exportações, a economia permanece frágil, com inflação baixa, baixo investimento privado e desemprego alto, exigindo estabilização do mercado imobiliário e rendas para consumo.

  • O governo, incluindo o banco central, precisa tomar medidas de grande envergadura para reparar os ativos de famílias, negócios, governos locais e, se necessário, de instituições financeiras.
  • Reforçar a estabilidade do mercado imobiliário é visto como passo essencial para restaurar a confiança do consumidor.
  • Além disso, rendimentos mais elevados para as famílias são considerados vitais para sustentar o consumo, já que subsídios têm efeito limitado a curto prazo e já contribuíram para a ociosidade industrial.

O pesquisador também destacou que há espaço limitado para cortes agressivos de juros, transferindo boa parte do estímulo para a esfera fiscal. Suas falas ressoaram na reunião do Comitê Central, que reiterou a necessidade de estabilizar emprego, empresas, mercados e as expectativas econômicas gerais.

Esse cenário sugere que o novo apoio político virá mais por meio de políticas fiscais do que por medidas monetárias, centrando-se em infraestrutura e no estímulo ao consumo interno. Tais sinais podem sustentar ações no mercado de ações (CSI 300) e em commodities industriais, ainda que o otimismo seja contido pela perspectiva de espaço limitado para cortes e pela necessidade de reequilibrar as contas públicas.