CFOs do Reino Unido apontam receio recorde de competitividade antes do orçamento de Reeves, com alta carga tributária

Panorama atual

As direções financeiras de grandes empresas do Reino Unido estão mais preocupadas com competitividade e produtividade do que em qualquer momento desde 2014, segundo a mais recente pesquisa trimestral da Deloitte. O clima de incerteza cresce à medida que o orçamento de novembro do governo se aproxima.

Neste levantamento, a competitividade passou a figurar entre os riscos geopolíticos, mesmo com uma moderada diminuição das tensões globais devido a novos acordos comerciais firmados pelos EUA, que atenuaram parte das tarifas.

Prioridades e pressões

Os CFOs destacam cortes de custos, preservação de caixa e redução de endividamento como prioridades estratégicas, segundo o economista-chefe da Deloitte para o Reino Unido, Ian Stewart.

A influência de políticas públicas é sentida, com muitos esperando novos aumentos de impostos na temporada fiscal que se aproxima para cumprir metas orçamentárias.

Foi observado que 84% dos CFOs prevêem uma alta nos custos operacionais no próximo ano — o maior índice em mais de quatro anos.

Perspectivas de contratação

Um relatório separado da BDO indicou que as empresas reduziram contratações em setembro diante de pressões de custo e incerteza orçamentária, embora haja um pulso de otimismo por meio de ordens mais fortes e expectativa de maior investimento dos EUA.

Impacto no investimento

As conclusões apontam para uma cautela ainda mais profunda das empresas antes do orçamento do Reino Unido, com a possibilidade de novos aumentos de impostos e inflação persistentemente alta pesando sobre investimentos e contratações nos próximos trimestres.