Analistas da BBH destacam que o par AUD/USD opera próximo do extremo inferior da faixa recente entre 0,6900 e 0,7200. A inflação de fevereiro ficou ligeiramente abaixo do esperado, mas as pressões inflacionárias devem acelerar nos próximos meses, à medida que custos de energia mais altos passam pela economia. Com o CPI do primeiro trimestre previsto para 29 de abril, o mercado precifica cerca de 65% de chance de um aumento de 25 pontos-base pela RBA, para 4,35%, na reunião de 5 de maio.
Inflação impulsionada pela energia mantém o RBA em alerta
O AUD/USD recua ao extremo inferior de uma faixa de dois meses entre 0,6900 e 0,7200. A inflação australiana ficou marginalmente abaixo do esperado em fevereiro, mas deve acelerar nos meses seguintes devido aos custos de energia mais altos.
Em fevereiro, a inflação anual caiu 0,1 ponto percentual, para 3,7% ao ano, enquanto a medida de núcleo (trimmed mean) ficou em 3,3% ao ano, ambas abaixo das expectativas, marcando o terceiro mês consecutivo nessa leitura. A inflação mensal continua a ser a principal métrica, mas o RBA mantém o foco nas medidas subjacentes do CPI trimestral. O banco afirmou recentemente que a inflação tende a permanecer acima da meta por algum tempo e que os riscos já apontam para o lado de alta, inclusive com as expectativas inflacionárias. Desdobramentos no Oriente Médio permanecem incertos, e várias trajetórias podem sustentar pressões inflacionárias globais e domésticas.
Dados do CPI do 1º trimestre estão programados para divulgação em 29 de abril, seguidos pela decisão de política monetária do RBA em 5 de maio, quando a probabilidade de um ajuste de 25 pontos-base para 4,35% fica em torno de 65%.
