Visão geral: A análise de especialistas aponta que a indústria alemã encara o que muitos chamam de “choque da China”, com o déficit comercial com a China atingindo novo recorde e já superando o excedente com os EUA. A competitividade de preços em relação à China deixou de piorar recentemente, influenciada pela desvalorização do euro e pelo aumento dos preços de produção na China, o que pode levar a uma estabilização da balança comercial nos próximos meses.
O choque pode estar chegando ao pico
É correto dizer que a disputa comercial com os EUA tem sido uma distração diante de uma ameaça mais profunda para a indústria alemã: o choque da China. Enquanto o superávit com os EUA vem se recuperando após a queda induzida por tarifas no ano passado, o déficit com a China continua em alta, maior do que nunca, e significativamente maior que o excedente com o país americano.
A boa notícia é que o motor do choque da China parece ter diminuído recentemente: a perda de competitividade de preço da Alemanha frente à China parece ter chegado ao fim.
Com essa reversão provisória nos preços de produção relativos, é provável que a balança com a China também se estabilize nos próximos meses. Afinal, o choque comercial com a China é principalmente um choque de preços.
Por fim, os preços de produção alemães em relação à China estão cerca de 40% mais altos do que há alguns anos. Assim, os fabricantes alemães ainda enfrentam um longo caminho para recuperar a competitividade.
