Nova análise aponta que a taxa efetiva de tarifas incidente sobre as importações chinesas é bem menor do que as cifras amplamente divulgadas, desafiando números citados por veículos de imprensa e por políticos. O estudo utiliza dados do Budget Lab de Yale para mostrar que, antes do acordo Trump0Xi em Busan, a tarifa média sobre produtos chineses era de 27,8%, e não 57% como algumas fontes chegaram a mencionar.
Após a redução de 10% recentemente acordada, a tarifa efetiva fica em torno de 17,8%, em contraste com o patamar de 47% citado por algumas leituras. A explicação principal é que o número mais alto corresponde à tarifa estatutária — a soma de tarifas potenciais — enquanto a efetiva reflete o que é pago de fato, após isenções, exclusões e variações por produto.
Impactos setoriais e isenções
Setores-chave como semicondutores, farmacêuticos e terras raras permanecem amplamente isentos, o que reduz substancialmente o peso real sobre importadores e consumidores americanos. A análise também aponta como o chamado Tariff Accounting Calculation Oversight (uma releitura do TACO) continua a dificultar a compreensão pública sobre a dinâmica comercial entre EUA e China.
Conclusão
Em resumo, a diferença entre a tarifa estatutária e a efetiva molda a percepção pública e as decisões de negócios, destacando a importância de distinguir entre números legais e o que realmente pesa no bolso de empresas e famílias.