Os intervalos de estimativas são importantes para a reação do mercado, pois quando os dados reais divergem das expectativas, geram um efeito surpresa. Outra variável relevante na reação de mercado é a distribuição das previsões.
De fato, embora haja uma faixa de estimativas, a maioria dos prognósticos tende a se concentrar no limite superior da faixa, de modo que, mesmo que os dados fiquem dentro do intervalo estimado, se ficarem no limite inferior, ainda assim podem provocar surpresa.
CPI Y/Y
- 3.2% (2%)
- 3.1% (76%) – consenso
- 3.0% (16%)
- 2.9% (6%)
CPI M/M
- 0.5% (5%)
- 0.4% (63%) – consenso
- 0.3% (29%)
- 0.2% (3%)
CPI núcleo Y/Y
- 3.2% (11%)
- 3.1% (83%) – consenso
- 3.0% (6%)
CPI núcleo M/M
- 0.4% (10%)
- 0.3% (82%) – consenso
- 0.2% (8%)
Como de costume, o foco será nas leituras do núcleo. Podemos observar um consenso forte em torno de 3,1% para o Core Y/Y e 0,3% para o Core M/M. Considerando que houve uma reprecificação dovish significativa impulsionada pela ameaça tarifária de Trump sobre a China, uma surpresa de alta deve provocar a reação mais forte.
Um relatório mais brando deve deixar menos espaço para uma reprecificação dovish, mas ainda assim pressiona o mercado, então é provável que vejamos alguma fraqueza do dólar e ganhos nas ações. Dados alinhados às expectativas seriam o resultado mais entediante, mas provavelmente manteriam o otimismo de risco positivo encaminhado às negociações entre EUA e China.