Neste mercado, apenas comprar coisas brilhantes – Societe Generale

Societe Generale aponta que metais preciosos superaram todas as moedas e demais commodities nos últimos meses, com o ouro registrando um ganho de cerca de 22% nos últimos três meses e a prata subindo aproximadamente 24% no mesmo período. Observam o contraste gritante no desempenho dos ativos, em que o rand sul-africano foi a moeda com melhor desempenho frente ao dólar nesse intervalo, valorizando apenas cerca de 4%. Isso evidencia a magnitude da superioridade do ouro.

O banco sustenta que, inicialmente, tudo indicava fraqueza do dólar, mas a tendência já está mudando para preocupações com a desvalorização global de moedas fiduciárias. À medida que platina e paládio também sobem junto com o ouro, isso reflete uma tendência mais ampla de buscar ‘ativos reais’.

Agora, o dólar permanece sobrevalorizado em termos reais efetivos, reforçando a ideia de procurar ativos tangíveis. O déficit fiscal dos EUA e a redução das diferenças de juros devem pesar sobre a perspectiva do dólar. Além disso, o ouro é amplamente visto como proteção contra a inflação e riscos à credibilidade das políticas, aspectos que parecem ganhar importância hoje.

Neste cenário, a Societe Generale destaca que é mais fácil delinear um caso de baixa para o dólar do que um caso de alta para qualquer outra classe de ativos.

Como lembrete, a previsão mais recente da instituição é de que o ouro atinja 5.000 dólares até o fim de 2026.