Por que o Goldman Sachs diz que os gastos com IA são sustentáveis (e por que eles podem estar errados)

Panorama da IA

Quantias expressivas estão sendo direcionadas para IA neste momento, principalmente para chips e infraestrutura de energia. O cenário chama atenção de investidores por conta do potencial de ganhos de produtividade.

Analistas da Goldman Sachs adotam uma leitura que pode soar curiosa: veem esse patamar de gastos como sustentável, argumentando que a adoção de IA impulsiona a produtividade e sustenta o ritmo de investimento.

Isso ocorre dias depois de declarações de que o ChatGPT poderá lidar com conteúdos adultos, aumentando as possibilidades de uso da plataforma.

A Goldman Sachs estima que o capex com IA fica em aproximadamente 1% do PIB em 2025 e pode subir para 2-2,5% entre 2027 e 2028, com a IA generativa potencialmente elevando a produtividade do trabalho em cerca de 1,5 ponto percentual ao ano, à medida que a adoção avança.

Contudo, há ceticismo: quem investe é necessariamente quem capturará esse ROI? Chips têm vida útil curta, o que pode gerar um descompasso entre o desembolso e o retorno.

É essencial acompanhar como esses cenários se desenrolam, pois o impacto da IA ainda depende da realidade de cada empresa e de como o capital é gerido ao longo do tempo.