Panorama econômico
A deflação na China recuou levemente em setembro, porém permanece enraizada, mantendo a economia na trajetória da mais longa sequência de queda de preços desde as reformas dos anos 1970.
Preços ao produtor (PPI) caíram 2,3% na comparação anual, marcando o 36º mês consecutivo de queda, em linha com as expectativas.
- Preço ao consumidor (CPI) caiu 0,3%, abaixo da previsão de recuo de 0,2%.
- O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu para 1%, atingindo o maior patamar em 19 meses, sugerindo estabilização em setores como mineração de carvão e equipamentos solares.
A deflação persiste desde a pandemia, agravada pela crise imobiliária, confiança do consumidor fraca e excesso de capacidade industrial, empurrando empresas a guerras de preços. Mesmo com políticas para reduzir competição excessiva e estabilizar preços, o deflator do PIB — a medida mais ampla de preços na economia — tem sido negativo por mais de dois anos, o maior período desde que os registros começaram em 1992.
Beijing também reduziu a meta oficial de inflação para 2025 para cerca de 2%, a mais baixa em mais de duas décadas. A inflação permanece perto de zero, refletindo desequilíbrios estruturais.
Analistas esperam que os dados de atividade econômica do terceiro trimestre, programados para 20 de outubro, mostrem desaceleração em relação ao primeiro semestre, embora a China ainda tenha boas chances de cumprir a meta de 5% para o ano. Isso diminui a probabilidade de novos estímulos maciços quando o Partido Comunista realizar sua reunião ainda neste mês.