Terras raras e geopolítica
O grupo de países ocidentais conhecido como G7 está avaliando políticas para reduzir a dependência de terras raras da China. A preocupação é sustentar cadeias de suprimento estáveis enquanto a demanda global por esses minerais críticos cresce em setores de tecnologia, defesa e energias limpas.
Historicamente, a China detém forte presença nesse segmento: controla grande parte da mineração e a maioria da refinação, o que confere Pequim poder estratégico sobre suprimentos. Em 2010, a participação chinesa limitou exportações a um parceiro em meio a tensões políticas, destacando o uso diplomático deste recurso.
Com a intensificação da rivalidade entre EUA e China e a crescente demanda mundial por terras raras para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e outros componentes, países desenvolvidos consideram respostas coordenadas. As propostas em estudo incluem a aplicação de impostos sobre exportações chinesas e a adoção de pisos de preços para tornar competitivas as operações fora da China.
Essas medidas visam reduzir a dependência estratégica da China, proteger as cadeias de suprimentos e limitar o uso de terras raras como ferramenta geopolítica, mesmo que isso eleve custos de produção temporariamente.