O monopólio russo de oleodutos alertou que a produção de petróleo no país pode precisar ser reduzida devido a ataques com drones ucranianos. Três fontes do setor indicaram o cenário. Além de várias refinarias, o maior porto de petróleo russo no Mar Báltico também foi alvo recentemente. Enquanto apenas as refinarias eram atingidas, o petróleo bruto ainda podia ser exportado, observa o analista de commodities Carsten Fritsch, da Commerzbank.
Exportações russas de petróleo em queda
Este pode ser um dos motivos pelos quais, segundo dados da Bloomberg, as exportações marítimas russas de petróleo subiram para cerca de 4,1 milhões de barris por dia na semana que terminou em 7 de setembro, o maior nível desde abril de 2023, com a leitura revisada para cima. No entanto, a semana seguinte registrou uma queda acentuada de 933 mil barris por dia, resultado principalmente de envio reduzido a partir de portos no Báltico, possivelmente consequência do ataque com drone ao porto de Primorsk.
Há, ainda, planos de redirecionar parte das exportações via outros portos. Segundo duas fontes, mais petróleo bruto do que o previsto deve ser embarcado a partir dos portos de Ust-Luga, no Báltico, e Novorossiysk, no Mar Negro, em setembro.
Também vale notar que as exportações russas para China e Índia caíram pela segunda semana consecutiva. A ameaça de tarifas punitivas para compradores de petróleo russo, ou aquelas já impostas, parece estar gerando efeito. Se a Rússia perder a capacidade de vender petróleo para China ou Índia na mesma escala, a opção provável seria reduzir a produção.