Ouro dispara com cortes do Fed de 25 bps e expectativa de mais estímulos

Resumo rápido: o ouro permanece volátil após o Federal Reserve reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, sinalizando novos estímulos até o fim do ano.

O comunicado do FOMC mostrou que os riscos para o emprego aumentaram, embora a taxa de desemprego ainda esteja relativamente baixa e tenha aumentado levemente. A decisão não foi unânime, já que um integrante votou pela redução de 50 bp, conforme as expectativas de analistas.

Quanto à inflação, o banco central indicou que está em patamar ainda elevado e que o crescimento econômico desacelerou no primeiro semestre de 2025. A projeção SEP aponta cortes adicionais de 50 bp até o encerramento do ano.

O ouro reagiu com uma queda inicial para perto de US$ 3.650, antes de reverter e buscar a faixa de US$ 3.700. Uma inclinação mais dovish por parte do presidente Powell poderia sustentar novas altas nas cotações.

Como o ouro se comporta frente a outros ativos

Normalmente, o ouro se move inversamente ao dólar e aos títulos do Tesouro dos EUA, servindo como proteção em momentos de turbulência. Quando o dólar recua, o metal tende a subir, já quando os mercados de risco sobem, o ouro costuma recuar.

Os bancos centrais continuam a acumular ouro para reforçar a credibilidade de suas moedas e conservar reservas de valor em cenários de volatilidade. O metal também é visto como hedge contra a inflação, o que reforça seu papel em portfólios diversificados.